Canção RENDIDO ESTOU com Ana Paula Nóbrega e Carlos Godinho em Lavras-MG no dia 18 de Agosto de 2012.Céu na terra!

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Confira as fotos no site da Igreja Assembléia de DEUS -Lavras

http://www.jovensconsagrados.com/fotos/45-culto-jovem/488-culto-jovem-com-participacao-do-cantor-carlos-godinho-27-10-2012

(Segundo Blacy Gulfier-Bacharel em Fonoaudiologia, Doutora em Ciências Medicas pela USP, Mestre em Psicobiologia pela USP. Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Docente do Centro Universitario Adventista de Sao Paulo. Preparadora e Produtora Vocal. Amante e Pesquisadora da Voz em suas mais diversas formas.) http://blacygulfier.blogspot.com/

Na semana especial da VOZ pedi autorização ao cantor Leonardo Gonçalves para falar de um assunto (um pouco polemico …rs ) … a classificação do naipe vocal do cantor.

Há quem aposte que o cantor e barítono, enquanto alguns afirmam categoricamente que um barítono não produziria notas tão agudas com a habilidade vocal que ele as emite.
A classificação vocal do cantor foi feita a partir de vários parâmetros . Dois dos mais importantes parâmetros usados foram:
1- O exame de videolaringoestroboscopia
Neste exame, foi possível observar a flexibilidade das pregas vocais e os ajustes fonatorios  nos diferentes tons emitidos. Isto foi observado cuidadosamente tanto na emissão dos tons mais graves como na emissão dos tons mais agudos.
Ainda foi possível obter a medida (quantitativa) da freqüência emitida pelo cantor em seus diferentes ajustes fonatorios.
Usei também a medição e classificação do naipe vocal usando os parametros da

2- Tabela de Husson onde foi possível obter os seguintes resultados de extensão vocal:
A2 ate  A5
No que se refere a tessitura vocal os resultados encontrados na tabela de Husson foram:
F3 ate E5
Observa-se que o cantor possui uma grande  flexibilidade vocal tanto para notas graves quanto para notas agudas o que possibilita a emissão  de vários tons  com habilidade vocal e sem esforço.
Chamo esta classificação vocal de classificação vocal estendida, ou seja, não posso classifica-lo como  um barítono, pois as notas agudas que ele alcança facilmente estão dentro da tessitura vocal de um tenor. E não posso classifica-lo como um tenor pois as notas graves que ele alcança facilmente estão dentro da tessitura vocal de um barítono.
Então classifico o cantor como :
Tenor com tessitura vocal estendida para o Barítono
Ou
Barítono com tessitura vocal estendida para Tenor
A confortabilidade vocal esta para o cantor nestes dois naipes e nas quebras de registros e passagens nos dois naipes também.
O que acontece e que a possibilidade de emissão de registros divergentes e muito grande e facilmente executada pelo cantor pois a flexibilidade vocal e resistência vocal do cantor ( a nível anatômico e fisiológico) são muito grandes.
Confesso que a primeira vez que acompanhei o cantor em avaliação laringoestroboscopica, ficamos alguns segundos parados sem palavras … eu e o otorrino olhando um para o outro com um ponto de interrogação de: – não pode ser … como alguém pode ter as pregas vocais  tão “malhadas” assim … =)
Confesso também que a disciplina do cantor em relação ao aprimoramento vocal e exercícios vocais para novos ajustes fonatorios e algo  positivamente invejável!
Isso mesmo… o aprimoramento vocal periódico  ( treino vocal) possibilita o fortalecimento e a mobilidade vocal permitindo a emissão de uma gama tonal maior  e como maior habilidade vocal.
Finalizo este post agradecendo a disponibilidade do cantor   permitindo-me postar sobre este assunto e pela felicidade de ser sua preparadora vocal! =)
Sinto-me abencoada!

Ao final da noite do dia 31 de Outubro, o sentimento que enchia o coração de todos os presentes à gravação do terceiro Cd do CTMDT, “Tu és Tudo Pra Mim” era uma profunda gratidão a Deus por ter se manifestado de forma tão poderosa enquanto as 11 canções do repertório do novo projeto eram cantadas.

A gravação ocorreu no próprio auditório do campus do CTMDT, e só foi possível graças ao empenho e a cooperação de todos, entre diretoria, alunos e técnicos envolvidos no som, luz e cenário.  As dependências do campus ficaram repletas de pais, amigos e convidados de muitas partes do Brasil que vieram prestigiar seus filhos e amigos nesta noite tão especial.

As onze canções que compõe o repertório deste Cd foram compostas por alunos, tanto do curso de Louvor e Adoração quanto de Missões, mas também foram gravadas músicas de ex-alunos que já se formaram em anos anteriores. Um exemplo disso é a canção-título do Cd, “Tu És Tudo pra Mim”, composta pelo ex-aluno Renan Uchôa, que também compôs as músicas “Usa-me” e “Viver por Ti”, gravadas no primeiro Cd da escola.

As músicas passaram por todo um processo de supervisão, feita por uma equipe liderada pelo Pr. Clay Peterson, e pela coordenação do curso de Louvor e Adoração, através da coordenardora Graziela Santos e de Ana Paula Nóbrega, ajudados pelos professores Soraya Gomes, Robinho e Renato Marinoni.

Os arranjos instrumentais também foram feitos pelos alunos das bandas Freedom e Nitros, e supervisionados pelo maestro Sérgio Gomes e pelos professores e arranjadores Vinícius Bruno e Jarley Brandão.

Os arranjos das músicas passam por um rock bem pesado, até baladas de adoração, tendo inclusive um empolgante rap, composto e cantado pelo nosso aluno português Roberto Paulo, o “Bob”!

Quem ouve mais atentamente todas as canções deste novo Cd, pode perceber que existe um enfoque mais voltado para a adoração do nosso Deus que se assenta no trono para sempre e no nosso reconhecimento de que nós O amamos e sem Ele não podemos viver, pois Ele é tudo para nós!

O líder de louvor deste projeto é o aluno do segundo ano de Louvor, Sebastião Júnior, que ficou incumbido de conduzir a ministração, de forma geral.

A gravação foi iniciada com um belíssimo trio formado pelas alunas Marcela D´Arc, Renata Gomes e Isabella Souza, cantando “Vem e enche este lugar. Rei da Glória, pode entrar! És bem vindo e o meu coração é o Teu altar, um trono de adoração só para Ti!” E realmente Ele entrou e encheu aquele auditório de uma forma especial e poderosa como só Ele pode fazer!

E você que não pôde estar presente, agora é só aguardar o Cd ficar pronto e adquirir o seu! A nossa oração, como escola, é para que este não seja simplesmente mais um Cd e sim um projeto que irá abençoar muitas pessoas em nosso país e nas nações!

Matéria por: Renato Marinoni

Martinho Lutero-Biografia

agosto 3, 2010

Vida e Obra de Martinho Lutero

Biografia.

Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, Alemanha. Foi criado em Mansfeld. Na sua fase estudantil, foi enviado às escolas de latim de Magdeburg(1497) e Eisenach(1498-1501). Ingressou na Universidade de Erfurt, onde obteve o grau de bacharel em artes (1502) e de mestre em artes (1505).

Seu pai, um aldeão bem sucedido pertencente a classe média, queria que fosse advogado. Tendo iniciado seus estudos, abruptamente, os interrompeu entrando no claustro dos eremitas agostinianos em Erfurt. É um fato estranho na sua vida, segundo seus biógrafos. Alguns historiadores dizem que este fato aconteceu devido a um susto que teve quando caminhava de Mansfeld para Erfurt. Em meio a uma tempestade, quase foi atingido por um raio. Foi derrubado por terra e em seu pavor, gritava “Ajuda-me Santa Ana! Eu serei um monge!”. Foi consagrado padre em 1507.

Entre 1508 e 1512, fez preleções de filosofia na Universidade de Wurtenberg, onde também ensinou as Escrituras, especializando-se nas Sentenças de Pedro Lombardo. Em 1512 formou-se Doutor em Teologia.

Fazia conferências sobre Bíblia, especializando-se em Romanos, Gálatas e Hebreus. Foi durante este período que a teologia paulina o influenciou, percebendo os erros que a Igreja Romana ensinava, à luz dos documentos fundamentais do cristianismo primitivo.

Lutero era homem de envergadura intelectual e habilidades pessoais. Em 1515, foi nomeado vigário, responsável por onze mosteiros. Viu-se envolvido em controvérsias com respeito a venda de indulgências.

Suas Lutas Pessoais.

Lutero estava galgando os escalões da Igreja Romana e estava muito envolvido em seus aspectos intelectuais e funcionais. Por outro lado, também estava envolvido em questões pessoais quanto à salvação pessoal. Sua vida monástica e intelectual não forneciam resposta aos seus anseios interiores, às suas aflitivas indagações.

Seus estudos paulinos deixaram-no mais agitado e inseguro, particularmente diante da afirmação “o justo viverá pela fé”, Romanos 1:17. Percebia ele que a Lei e o cumprimento das normas monásticas, serviam tão-somente para condenar e humilhar o homem, e que nesta direção não se pode esperar qualquer ajuda no tocante à salvação da alma.

Martinho Lutero, estava trabalhando em “repensar o evangelho”. Sendo monge agostiniano, fortemente influenciado pela teologia desta ordem monástica, paulina quanto aos seus pontos de vista, Lutero estava chegando a uma nova fé, que enfatizava a graça de Deus e a justificação pela fé.

Esta nova fé tornou-se o ponto fundamental de sua preleções. No seu desenvolvimento começou a criticar o domínio da filosofia tomista sobre a teologia romana. Ele estudava os escritos de Agostinho, Anselmo e Bernardo de Claraval, descobrindo nestes, a fé que começava a proclamar. Staupitz, orientou-o para que estudasse os místicos, em cujos escritos se consolou.

Em 1516, publicou o devocionário de um místico desconhecido, “Theologia Deutsch”. Tornou-se pároco da igreja de Wittenberg, e tornou-se um pregador popular, proclamando a sua nova fé. Opunha-se a venda de indulgências comandada por João Tetzel.

As Noventa e Cinco Teses.

Inspirado por vários motivos, particularmente a venda de indulgências, na noite antes do Dia de Todos os Santos, a 31 de outubro de 1517, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg, sua teses acadêmicas, intituladas “Sobre o Poder das Indulgências”. Seu argumento era de que as indulgências só faziam sentido como livramento das penas temporais impostas pelos padres aos fiéis. Mas Lutero opunha-se à idéia de que a compra das indulgências ou a obtenção das mesmas, de qualquer outra maneira, fosse capaz de impedir Deus de aplicar as punições temporais. Também dizia que elas nada têm a ver como os castigos do purgatório. Lutero afirmava que as penitências devem ser praticadas diariamente pelos cristãos, durante toda a vida, e não algo a ser posto em prática apenas ocasionalmente, por determinação sacerdotal.

João Eck, denunciou Lutero em Roma, e muito contribuiu para que o mesmo fosse condenado e excluído do Igreja Romana. Silvester Mazzolini, padre confessor do papa, concordou com o parecer condenatório de Eck, dando apoio a este contra o monge agostiniano.

Em 1518. Lutero escreveu “Resolutiones”, defendendo seus pontos de vista contra as indulgências, dirigindo a obra diretamente ao papa. Entretanto, o livro não alterou o ponto de vista papal a respeito de Lutero. Muitas pessoas influentes se declararam favoráveis a Martinho Lutero, tornando-se este então polemista popular e bem sucedido. Num debate teológico em Heidelberg, em 26 de abril de 1518, foi bem sucedido ao defender suas idéias.

Reação Papal.

A 7 de agosto de 1518, Lutero foi convocado a Roma, onde seria julgado como herege. Mas apelou para o príncipe Frederico, o Sábio, e seu julgamento foi realizado em território alemão em 12/14 de outubro de 1518, perante o Cardeal Cajetano, em Augsburg. Recusou-se a retratar-se de suas idéias, tendo rejeitado a autoridade papal, abandonando a Igreja Romana, o que ficou confirmado num debate em Leipzig com João Eck, entre 4 e 8 de julho de 1519.

A partir de então Lutero declara que a Igreja Romana necessita de Reforma, publica vários escritos, dentre os quais se destaca “Carta Aberta à Nobreza Cristã da Nação Alemã Sobre a Reforma do Estado Cristão”. Procurou o apoio de autoridades civis e começou a ensinar o sacerdócio universal dos crentes, Cristo como único Mediador entre Deus e os homens, e a autoridade exclusiva das Escrituras, em oposição à autoridade de papas e concílios. Em sua obra “Sobre o Cativeiro Babilônico da Igreja”, ele atacou o sacramentalismo da Igreja. Dizia que pelas Escrituras só podem ser distinguidos dois sacramentos o batismo e a Ceia do Senhor. Opunha-se à alegada repetida morte sacrificial de Cristo, por ocasião da missa. Em outro livro, “Sobre a Liberdade Cristã”, ele apresentou um estudo sobre a ética cristã baseada no amor.

Lutero obteve grande popularidade entre o povo, e também considerável influência no clero.

Em 15 de julho de 1520, a Igreja Romana expediu a bula Exsurge Domine, que ameaçava Lutero de ser excomungado, a menos que se retratasse publicamente. Lutero queimou a bula em praça pública. Carlos V, Imperador do Santo Império Romano, mandou queimar os livros de Lutero em praça pública.

Lutero compareceu a Dieta de Worms, de 17 a 19 de abril de 1521. Recusou-se a retratação, dizendo que a sua consciência estava presa à Palavra de Deus, pelo que a retratação não seria seguro nem correto. Dizem os historiadores que concluiu a sua defesa com estas palavras : “Aqui estou; não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”. Respondendo a Dieta em 25 de maio de 1521, formalizou a excomunhão de Martinho Lutero, e a Reforma nascente também foi condenada.

Influência Política e Social

Por medidas de precaução, Lutero este recluso no castelo de Frederico, o Sábio, cerca de 10 meses. Teve tempo de trabalhar na tradução do Novo Testamento para a língua alemã. Esta tradução foi publicada em 1532. Com a ajuda de Melancton e outros, a Bíblia inteira foi traduzida, e, então, foi publicada em 1532. Finalmente, essa tradução unificou os vários dialetos alemães, do que resultou o moderno alemão.

Tem-se dito que Lutero foi o verdadeiro líder da Alemanha, de 1521 até 1525. Houve a Guerra dos Aldeões em 1525, das classes pobres contra os seus líderes. Lutero tentou estancar o derramamento de sangue, mas, quando os aldeões se recusaram a ouvi-lo, ele apelou para os príncipes a fim de restabelecerem a paz e a ordem.

Fato notável foi o casamento de Lutero, com Catarina von Bora, filha de família nobre, ex-freira cisterciana. Tiveram seis filhos, dos quais alguns faleceram na infância. Adotou outros filhos. Este fato serviu para incentivar o casamento de padres e freiras que tinham preferido adotar a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana.

Houve controvérsia entre Lutero e Erasmo de Roterdã, que nunca deixou a Igreja Romana, por causa do livre-arbítrio defendido por este. Apesar de admitir que o livre-arbítrio é uma realidade quanto a coisas triviais, Lutero negava que fosse eficaz no tocante à salvação da alma.

Outras Obras.

Em 1528 e 1529, Lutero publicou o pequeno e o grande catecismos, que se tornaram manuais doutrinários dos protestantes, nome dado aqueles que decidiram abandonar a Igreja Romana, na Dieta de Speyer, em 1529.

Juntamente com Melancton e outros, produziu a confissão de Augsburg, que sumaria a fé luterana em vinte e oito artigos. Em 1537, a pedido de João Frederico, da Saxônia, compôs os Artigos de Schmalkald, que resumem seus ensinamentos.

Enfermidade e Morte.

Os últimos dias de Lutero tornaram-se difíceis devido a problemas de saúde. Com freqüência tinha acesso de melancolia profunda. Apesar disso era capaz de trabalhar tenazmente. Em 18 de fevereiro de 1546, em Eisleben, teve um ataque do coração, vindo a falecer.

A Teologia de Lutero.

Como monge agostiniano, Lutero dava preferência a certos estudos, dentre os quais se destacam a soberania de Deus, dando uma abordagem mais bíblica às questões religiosas e às doutrinas cristãs. Alguns pontos defendidos por Lutero são :

1. Nem o papa nem o padre, tem o poder de remover os castigos temporais de um pecador.

2. A culpa pelo pecado não pode ser anulada por meio de indulgências.

3. Somente um autêntico arrependimento pode resolver a questão da culpa e do castigo, o que depende única e exclusivamente de Cristo.

4. Só há um Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo.

5. Não há autoridade especial no papa.

6. As decisões dos concílios não são infalíveis.

7. A Bíblia é a única autoridade de fé e prática para o cristão.

8. A justificação é somente pela fé.

9. A soberania de Deus é superior ao livre-arbítrio humano.

  1. Defendia a doutrina da consubstanciação em detrimento da transubstanciação.
  2. Há apenas dois sacramentos : o batismo e a ceia do Senhor.
  3. Opunha-se a veneração dos santos, ao uso de imagens nas Igrejas, às doutrinas da missa e das penitências e ao uso de relíquias.
  4. Contrário ao celibato clerical.
  5. Defendia a separação entre igreja e estado.
  6. Ensinava a total depravação da natureza humana.
  7. Defendia o batismo infantil e a comunhão fechada.
  8. Defendia a educação dos fiéis em escolas paroquianas.
  9. Repudiava a hierarquia eclesiástica.

Bibliografia

1 – “Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia”; R. N. Champlin; J. M. Bentes; Candeia; 1994.

2 – “Enciclopédia Histórico-Teológica”; W. A. Elwell, ed.; Edições Vida Nova;1990.

3 – “Teologia dos Reformadores”; T. George; Edições Vida Nova; 1994.

4 – “História da Igreja Cristã”; R. H. Nichols; CEP;1992.

Fiquem no Amor de Cristo,Um abraço.

Carlos Godinho de Abreu

Certos amigos são tão íntimos e fazem parte de nosso cotidiano de forma tão natural que parecem membros da nossa família. Mesmo que não sejam “sangue do nosso sangue”, certas pessoas nos parecem conhecidas de longa data, uma simpatia gratuita brota e se instala.

O amigo está ao nosso lado para compartilhar momentos únicos e transformá-los em inesquecíveis. Afinal, não é muito melhor presenciar um lindo pôr-do-sol tendo alguém especial ao lado para compartilhar aquela visão? Em certos momentos o amigo se converte um pouco em pai e mãe, dá conselhos, puxa a orelha, cuida da gente. Em outros, estamos mais de igual para igual e temos uma relação de quase irmãos: conversamos, sonhamos, brigamos, nos abrimos para pensar e solucionar, curtimos, corremos atrás, compartilhamos.

Essas pessoas especiais não substituem seus familiares, mas sim se tornam uma extensão de seus laços de amor, ampliam sua noção de família e de fraternidade. Por vezes, acabam fazendo parte mesmo da família. É aquele amigo-irmão que ganha espaço no colo de uma segunda mãe e tem cadeira cativa nos eventos familiares. Amigo-irmão que já não sente vergonha de abrir a geladeira de sua casa se for preciso, sabe as datas de aniversário dos seus familiares, conhece o humor das pessoas da casa. De certo, acompanhará de perto as novas situações e estará por perto quando for preciso. Está presente para as conquistas e também nos momentos de dificuldade. Está junto para o silêncio e também para longas conversas.

Um presente de enorme valor, é preciso ressaltar. Uma verdadeira amizade é um grande tesouro que traz mais humanidade às nossas vidas. Quem tem um amigo-irmão tem mais que companhia, tem um companheiro. Tem um laço que suplanta a existência ou não de laços consanguíneos, é a irmandade de valores, de ideais, um sentimento sincero de torcida pela felicidade do outro.

Aumentar nossa família através dos laços do coração é aumentar também a possibilidade de nos sentirmos à vontade e em casa ao lado de mais pessoas ao longo de nossa caminhada pela vida.

O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão. Provérbios 18:24

Fiquem no amor de Cristo!

Carlos Godinho de Abreu


Dicas Para Cuidar da Voz


– Nunca fique exposto(a) ao vento, sol excessivo ou tome bebidas geladas e sorvetes no dia em que você for se apresentar;

– Pegar sol com moderação é fundamental para quem trabalha com a voz: ele protege de algumas alergias respiratórias;

– Faça um aquecimento vocal 20 minutos antes de cantar;

– Depois da apresentação, sua garganta estará aquecida. Cuidado, então, com correntes de ar, ar condicionado, ventiladores e friagem;

– Se você se apresentar em ambiente com ar condicionado, poeira ou fumaça de cigarro, beba muita água, em temperatura ambiente, durante a função;

– Para uma voz firme a afinada, é necessário dormir pelo menos 8 horas por noite;

– Se você é daqueles(as) que falam aos berros, mude de estilo. O uso inadequado da voz pode trazer problemas sérios como, por exemplo, nódulos nas cordas vocais;

– Rouquidão freqüente é um péssimo sinal. Pode significar, entre outras coisas, esforço excessivo das cordas vocais. Procure um médico;

– Nunca tome própolis pura ou misturada com água. Se você quiser ingerir este alimento, dilua algumas gotas em uma colher generosa de mel. E cuidado com sprays “milagrosos” que são jogados diretamente na garganta;

– Comer maçã com casca é excelente para limpar a garganta;

– A respiração é fundamental para quem usa a voz. Imagine que você é um violino e suas cordas vocais são as cordas desse violino. O ar que você respira será o arco usado pelo violino para tirar os sons das cordas. Em outras palavras: sem ar, não há som;

– Exercite-se regularmente, fazendo exercícios aeróbicos (que trabalham a respiração) como, por exemplo: caminhada, ciclismo, dança e natação; Movimentamos vários músculos para cantar e falar. Por essa razão, prefira sempre os exercícios aeróbicos moderados seguidos de um bom alongamento. Exercícios pesados tornam a musculatura do corpo muito tensa e acabam comprometendo a performance

– Quando estamos nervosos ou tensos, nossa respiração fica alterada e, conseqüentemente, a voz. Para que isso não aconteça, faça muito relaxamento e trabalhe o auto-controle emocional;

– Um(a) profissional da voz não utiliza apenas os aparelhos fonador e respiratório para cantar ou falar. Uma boa interpretação necessita de técnica, entendimento e expressão corporal;

– Nada melhor do que uma boa técnica vocal para tirar partido do talento que Deus lhe deu. O limite de um profissional com talento e sem técnica é muito pequeno. Estude muito a fim de desenvolver ao máximo o seu instrumento e, principalmente, conhecer a sua extensão vocal. Faça o melhor para Deus, afina, Ele merece… e muuuuito!!!!

– Visite um otorrinolaringologista regularmente a fim de prevenir futuros problemas com a voz. O seu instrumento não pode ser trocado, vendido ou comprado como um teclado ou um violão. Ele é único, e lembre-se: se você tratar a sua garganta com carinho, ela poderá lhe dar grandes alegrias.

– Os agudos sempre saem melhores numa apresentação do que os graves, pois há uma preocupação maior com as notas agudas.

– Porém, a preocupação tem que ser igual para todas as notas.

– Dormir bem é ótimo remédio para a voz. Alguns necessitam de quantidade.

– Mas, o que importa é a qualidade do sono sem interrupções.

– Toda pessoa que não estuda, estagnada está.

– Você tem que fazer todos os exercícios de canto que existem, mas deve saber aplicá-los nas músicas que canta freqüentemente.

– Estude os exercícios que você tem mais dificuldade do que os que já domina.

– Descubra sempre coisas novas dentro da mesma música.

– O trabalho em grupo rende mais porque tem sempre alguém que pode te ajudar e você sempre pode ajudar alguém. Por isso, peça ajuda.

– Tente colocar e tirar os vibratos na música. Não seja escravo dele.

– Toda nota que você der pode vir a seu favor ou contra. Toda nota é especial: nota de passagem, grava ou aguda. Toda nota é música! Por isso, valorize todas elas de maneiras diferentes.

– Ter criatividade, controle e equilíbrio é saber dar uma nota aguda e suave ou “mandar ver” se for necessário.

Deixo com vcs um vídeo de Leonardo Gonçalves e Laura Morena(Ele Virá) que me impressionam muito,com suas técnicas,respiração,interpretação,notas agudas.Portanto estude e se torne um bom profissional.Estarei sempre deixando essas dicas aqui pra vc cantor!Até.

Um Abraço á todos,no amor de Cristo,

Carlos Godinho de Abreu

”Como cultivar hábitos que nos aproximam de Deus e aperfeiçoam o nosso caráter.”


Para reflexão:
Para obter uma boa colocação no vestibular, preciso abrir mão do final de semana na praia. Para conseguir comprar um carro para a família, tenho de abrir mão das idas ao Shopping Center. Essa mesma regra pode ser aplicada a quase todos os aspectos da vida.

Chamamos de DISCIPLINA, a capacidade de abrir mão tudo, por um objetivo maior.Uma pessoa disciplinada, é aquela capaz de fazer a coisa certa, no momento certo, do jeito certo e com a motivação certa, para alcançar objetivos certos.

O que significa DISCIPLINA? O Dicionário Michaelis, de língua portuguesa, define a palavra assim:
dis.ci.pli.na – s. f. 1 Conjunto das obrigações que regem a vida em certas corporações, em assembléias etc. 2 Submissão a uma regra, aceitação de certas restrições.

Mas a melhor definição de disciplina, para os objetivos do nosso estudo sobre a matéria seria: “CAPACIDADE DE ADIAR O PRAZER”. Essa definição é usada pelo escritor Charles Swindoll, que descreve a disciplina como a capacidade de definir, entre tantos prazeres, qual é realmente mais gratificante, e abrir mão de outros “prazeres menores” que comprometam o “prazer maior”.

Segundo o escritor John Ortberg, “disciplinas espirituais são aquelas que me ajudam a viver o fruto do Espírito, nada mais que isso”. Ele conclui dizendo que uma disciplina espiritual é:

“qualquer atividade que me ajude alcançar poder para levar a vida conforme Jesus ensinou e para a qual serviu de modelo”.

Os benefícios das disciplinas espirituais

Por que cultivar disciplinas espirituais em nossa vida? A resposta é simples. O apóstolo Paulo compara a vida cristã a uma competição de atletismo. Em 1Coríntios 9.24-27, Paulo compara o cristão a um atleta, dizendo que: assim como um atleta precisa treinar rigorosamente durante muito tempo para que consiga obter uma boa colocação nas Olimpíadas, um cristão precisa disciplinar-se para viver como Jesus Cristo viveu.

Amar nossos inimigos, refrearmos nossos pensamentos pecaminosos, orar pelos que nos amaldiçoam, falarmos sempre a verdade, mantermos a paz em meio às necessidades materiais, cultivarmos a alegria quando estamos doentes ou desempregados, e tantas outras exigências da vida cristã requer exercício. Se não nos exercitarmos diariamente nas disciplinas espirituais, não teremos força suficiente para superarmos esses desafios do cotidiano.
É bom lembrarmos também que:
a) o judaísmo era marcado por disciplinas;
b) Jesus e os discípulos praticavam disciplinas espirituais;
c) em toda a História da Igreja, cristãos sinceros também cultivavam as disciplinas.

Por que temos aversão à disciplina?

Infelizmente os cristãos modernos sentem aversão até mesmo à palavra disciplina. Nos lembramos dos monges da Idade Média, enclausurados em celas, isolados do mundo; visualizamos os católicos se penitenciando por algum pecado e recitando suas rezas; assistimos aos muçulmanos que se auto-flagelam e chegam a cometer suicídio religioso; e pensamos em evangélicos fanáticos que praticam disciplinas espirituais (jejuns, orações, vigílias, etc.), buscando obter a salvação ou o perdão dos pecados, através delas.

Seis disciplinas espirituais

Cristãos do mundo todo já praticaram incontáveis disciplinas espirituais, que contribuíram muito para o seu enriquecimento espiritual e para o progresso do Reino de Deus. Atividades como: fazer vigílias, manter um diário espiritual, separar um dia da semana para estar a sós com Deus, fazer visitas a bairros pobres, hospitais ou asilos, ler bons livros cristãos, sacrificar algo, etc. Disciplinas como essas podem contribuir muito para o crescimento espiritual de quem as pratica regularmente. Vamos estudas as seis disciplinas espirituais que mais se destacaram ao longo dos séculos entre os cristãos:

1. Oração:
A oração é prática indispensável para aqueles que desejam viver em comunhão com Deus. É impossível ter comunhão com quem não nos relacionamos. Do mesmo modo, é impossível ter comunhão com Deus se não orarmos regularmente.

Leia os textos: Mt 6.6, 6.11, 14.23 e 26.36; Lc 18.1-8 e 22.40; At 1.14 e 2.42; 1Ts 5.17; Tg 5.17

2. Leitura Bíblica:

A Bíblia tem um papel vital na vida cristã. Ela é a revelação clara de Deus para os seus filhos. A Palavra de Deus contém orientações claras de como devemos viver, nos relacionar com Deus, reagirmos às tribulações da vida e resistirmos ao mal (o Salmo 119 exalta a relevância da Palavra de Deus).

Leia os textos: Jo 8.31,32 e 15.3; Rm 10.17; Ef 5.26; 1Tm 4.5; 1Pe 1.23.

3. Jejum:

Uma das práticas mais negligenciadas pelos cristãos modernos é a disciplina do jejum. Não conseguimos enxergar propósito em nos abster do alimento diário, para dedicarmos um tempo especial a Deus e à Sua Palavra. Mas a verdade é que a prática do jejum pode ser de importância fundamental para o nosso crescimento espiritual, pois através do jejum ordenamos nossas prioridades, considerando as necessidades espirituais acima das físicas.

Leia os textos: Mt 6.16,17 e 17.21; At 13.3.

4. Solidão:

Jesus era alguém que regularmente buscava a solidão. Inúmeras passagens dos Evangelhos demonstram Sua necessidade de separar um tempo especial para ficar a sós com o Pai. A solidão é de vital importância para aqueles que querem: considerar seriamente alguma questão fundamental da sua vida, avaliar seu próprio caráter e conduta, ouvir uma orientação específica de Deus, resolver um conflito interpessoal, ser curado emocionalmente, etc.

Leia os textos: Mt 14.23 e 26.36; Mc 6.46; Lc 6.12; 1Co 11.28.

5. Comunhão:

Não fomos salvos para vivermos em solidão. Os momentos de solidão devem ser a exceção, não a regra. Por isso Deus nos reuniu como igreja. Deus não nos salvou e nos mandou para nossas casas, mas inseriu-nos em um corpo – a igreja de Cristo. A comunhão com os outros membros do corpo é responsável pelo crescimento pessoal e edificação espiritual daqueles que foram salvos por Cristo. Os “mandamentos de mutualidade”, por exemplo, dão demonstrações da relevância e dos benefícios da comunhão.

Leia os textos: Rm 12.10 e 15.14; Cl 3.16; 1Ts 4.18 e 5.11; Hb 3.13 e 10.24,25; Tg 5.16.

6. Serviço cristão:

Fomos chamados para servir. E uma das ferramentas mais eficazes para a transformação do nosso caráter é o serviço cristão. Quando servimos é que somos mais parecidos com Jesus Cristo – aquele que veio para servir. Jesus disse que o serviço ao próximo é uma das marcas daqueles que são realmente seus discípulos.

Leia os textos: Mt 20.28 e 25.34-40; Jo 13.12-15; Gl 5.13.


Um forte abraço no Amor de Cristo,

Carlos Godinho de Abreu

Sendo SAL e LUZ!

junho 26, 2010

(Mateus 5: 13-16)

Uma das mais tristes condições que um cristão pode assumir na sociedade em que vive é a alienação. Dizer “sou um alienado” significa: “não consigo mais me relacionar com a sociedade e, o que é ainda pior, não há nada que eu possa fazer.”

Não foi para sermos pessoas alienadas que Cristo nos chamou, mas para sermos SAL e LUZ. Era esta a expectativa que Ele tinha para os seus seguidores, expressa tão detalhadamente no Sermão do Monte.

Leia Mateus 5: 13-16

Todo o mundo conhece o sal e a luz. Eles se encontram praticamente em todas as partes do mundo. Jesus conhecia sua utilidade prática e, por isso, usou-os para ilustrar a influência que ele esperava que seus discípulos exercessem na  sociedade humana. O que ele quis dizer com isso? Vejamos quatro verdades:

1ª OS CRISTÃOS SÃO FUNDAMENTALMENTE DIFERENTES DOS NÃO CRISTÃOS

As duas imagens separam as duas comunidades uma da outra. O mundo é escuro – Jesus explica – , vocês devem ser luz. O mundo está se decompondo; vocês devem ser o sal e impedir que ele apodreça. Usando uma linguagem coloquial diríamos que eles são tão diferentes quanto água e vinho, óleo e água.

Este é um dos principais temas da Bíblia inteira. Deus chama do mundo um povo para si mesmo e a vocação do seu povo é ser “santo ” ou “diferente “.

Leia I Pedro 1: 15,16)

2ª OS CRISTÃOS DEVEM IMPREGNAR A SOCIEDADE NÃO CRISTÃ

Embora os cristãos sejam ( ou devessem ser ) moral e espiritualmente distintos dos não cristãos, eles não devem se segregar socialmente. Pelo contrário, sua luz deve brilhar nas trevas e seu sal penetrar a carne em estado de putrefação. Os cristãos devem mergulhar na sociedade.

Lembremo-nos do exemplo de Jesus que rompeu barreiras culturais, religiosas e sociais para estar junto daqueles que necessitavam Foi muito criticado por isso, mas ensinou que “veio buscar e salvar os que estavam perdidos”. Assim, nós também, devemos afetar a sociedade a fim de que vejam as nossas boas obras.

3ª OS CRISTÃOS PODEM INFLUENCIAR A SOCIEDADE NÃO CRISTÃ

Somos hoje um número muito significativo de pessoas que se dizem cristãs. Há mais de 20 anos atrás, nos Estados Unidos, 69 milhões de americanos professavam sua fé pessoal em Jesus Cristo e 67% de toda a população era composta por membros de igrejas evangélicas. Então, vem a pergunta: “Por que esse grande exército de soldados cristãos não tem tido mais sucesso no combate às forças do mal?”
Nós, cristãos, temos o hábito de lamentar a deterioração dos padrões do mundo com um farisaico ar de grande desalento. Criticamos sua violência, desonestidade, imoralidade, desrespeito para com a vida humana e sua ganância materialista. Mas, de quem é a culpa? Onde está a luz? Onde está o sal? Onde está a igreja?

É pura hipocrisia da nossa parte colocar a culpa na sociedade. O Senhor Jesus disse que nós tínhamos que ser o sal e a luz. Portanto, se a escuridão e a decomposição existem, a falha é nossa e temos que assumir a culpa.

4ª. OS CRISTÃOS DEVEM MANTER A SUA CARACTERÍSTICA DISTINTIVA

Se o sal deixa de ser sal, não presta pra nada. Se a luz deixa de brilhar, perde o efeito. Portanto, se nós que nos dizemos seguidores de Cristo queremos fazer algo de positivo por Ele, temos que atentar para dois requisitos;

temos que imergir  na vida do mundo

temos que evitar nos misturar com o mundo

Chamamos isso de dupla identidade da Igreja (santidade e mundanidade). O restante do Sermão do Monte vai completará o que significa ser sal e luz: uma lealdade ainda maior (a do coração) , um amor ainda mais amplo (até pelos nossos inimigos), uma ambição muito mais nobre (buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça)

Conclusão

Este propósito e esta expectativa de Cristo deveriam ser suficientes para superar o nosso senso de alienação. É até possível que sejamos rejeitados ou desprezados por alguns no nosso trabalho ou em nossa comunidade local.

No entanto, deveríamos nos determinar, pela sua graça, a nos infiltrar em algum segmento secular da sociedade e ali erguer a bandeira de Cristo, mantendo, sem comprometimentos seus estandartes de amor, bondade e verdade.

Bibliografia:

STOTT, John R.W. O cristão em uma sociedade não cristã

Fiquem no amor de Cristo.Um forte abraço á todos,

Carlos Godinho de Abreu

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Is 26.3).

Às vezes me assusto com a falta de firmeza do povo de Deus. Fico perplexo com a inconstância de suas atitudes e com as repentinas mudanças em seu humor; causa-me apreensão a instabilidade de sua fé. Então me pergunto: o que está acontecendo? Até quando continuaremos a oscilar espiritual e emocionalmente, ouvindo de Deus que o nosso “amor é como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Os 4.4)?

Parece que estamos repetindo os mesmos erros do povo de Israel, que no deserto foi uma “geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus” (Sl 78.8). Naquela época, quando o Senhor “os fazia morrer, então o buscavam; arrependidos procuravam a Deus. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu redentor. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.

Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança” (vs. 34-37). Em compensação, neste mesmo período, dois homens adotaram uma postura diferente. Eles tinham os mesmos motivos para pecar e murmurar como todo o povo de Israel. Mas a atitude deles contrariou a da maioria (1Co 10.5). Por isso, Deus disse: “certamente, os varões que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, porquanto não perseveraram em seguir-me, exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir ao SENHOR” (Nm 32.11,12).

Ou seja, por causa da perseverança, ambos puderam entrar na terra prometida! Futuramente, em decorrência desta postura, a terra de ”Hebrom passou a ser de Calebe”, como herança, “visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel” (Js 14.14)
Hoje consigo entender melhor porque alguns filhos de Deus são bem sucedidos, e outros, não. Ao contrário do que muitos imaginam, não é a sorte nem o meio em que vivemos que definem o nosso futuro, mas a nossa atual firmeza de propósito e confiança em Deus. Ora, Salomão escreveu que “por mais que o preguiçoso deseje alguma coisa, ele não conseguirá, mas a pessoa esforçada consegue o que deseja” (Pv 13.4, NTLH).

Muitas pessoas ficam se lamentando pelo passado enquanto o presente e o futuro escapam de suas mãos. Conforme o profeta Isaías, o Senhor promete manter em perfeita paz aquele cujo propósito é firme! Quantas pessoas hoje são deficientes em suas vidas simplesmente porque não perseveram na vontade de Deus.

Arquitetam projetos, mas diante do primeiro desafio, abortam a sua execução; iniciam planos, mas vão desanimando no decorrer de sua concretização; começam a fazer coisas sem ir até o seu final, desperdiçando, assim, tempo e recursos. Depois, justificam: “não era da vontade de Deus!” Será mesmo?

No livro de Tiago, está registrado que “aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tg 1.25). Que promessa! Se formos perseverantes na palavra de Deus, seremos bem-aventurados naquilo que realizarmos, não importando o que possa vir a ser. Ora, no livro de Provérbios encontramos que “a perseverança pode vencer qualquer dificuldade” (25.15, NTLH).
Se observarmos a vida do apóstolo Paulo, que para nós todos é um exemplo de liderança e sucesso – basta ver o que Deus fez em termos de evangelização e edificação da igreja somente através dele -, concluiremos que um ingrediente especial em sua carreira foi a firmeza de espírito.

Ele escreveu: “não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4.16). Além dele, Jesus, mais do que uma vez, disse aos seus discípulos que eles seriam odiados de todos: porém, quem “perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 10.22 e 24.13). O escritor de Hebreus, por fim, também advertiu: “tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá, e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (10.36-39).
A perseverança é necessária justamente quando tudo parece estar contra nós. Salomão ensinou: “não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia” (Pv 23.17). Já o salmista declarou, com toda a segurança, que o homem que teme ao Senhor “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR. O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo” (Sl 112.7,8). Se perseverarmos – ainda que isso leve um bom tempo -, é certo que a vitória chegará! Portanto, oremos como Davi: “ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme” (Sl 51.1, NTLH).

Fiquem no amor de Cristo,forte abraço

Carlos Godinho de Abreu