Hábitos Espirituais.Cultive!

junho 30, 2010

”Como cultivar hábitos que nos aproximam de Deus e aperfeiçoam o nosso caráter.”


Para reflexão:
Para obter uma boa colocação no vestibular, preciso abrir mão do final de semana na praia. Para conseguir comprar um carro para a família, tenho de abrir mão das idas ao Shopping Center. Essa mesma regra pode ser aplicada a quase todos os aspectos da vida.

Chamamos de DISCIPLINA, a capacidade de abrir mão tudo, por um objetivo maior.Uma pessoa disciplinada, é aquela capaz de fazer a coisa certa, no momento certo, do jeito certo e com a motivação certa, para alcançar objetivos certos.

O que significa DISCIPLINA? O Dicionário Michaelis, de língua portuguesa, define a palavra assim:
dis.ci.pli.na – s. f. 1 Conjunto das obrigações que regem a vida em certas corporações, em assembléias etc. 2 Submissão a uma regra, aceitação de certas restrições.

Mas a melhor definição de disciplina, para os objetivos do nosso estudo sobre a matéria seria: “CAPACIDADE DE ADIAR O PRAZER”. Essa definição é usada pelo escritor Charles Swindoll, que descreve a disciplina como a capacidade de definir, entre tantos prazeres, qual é realmente mais gratificante, e abrir mão de outros “prazeres menores” que comprometam o “prazer maior”.

Segundo o escritor John Ortberg, “disciplinas espirituais são aquelas que me ajudam a viver o fruto do Espírito, nada mais que isso”. Ele conclui dizendo que uma disciplina espiritual é:

“qualquer atividade que me ajude alcançar poder para levar a vida conforme Jesus ensinou e para a qual serviu de modelo”.

Os benefícios das disciplinas espirituais

Por que cultivar disciplinas espirituais em nossa vida? A resposta é simples. O apóstolo Paulo compara a vida cristã a uma competição de atletismo. Em 1Coríntios 9.24-27, Paulo compara o cristão a um atleta, dizendo que: assim como um atleta precisa treinar rigorosamente durante muito tempo para que consiga obter uma boa colocação nas Olimpíadas, um cristão precisa disciplinar-se para viver como Jesus Cristo viveu.

Amar nossos inimigos, refrearmos nossos pensamentos pecaminosos, orar pelos que nos amaldiçoam, falarmos sempre a verdade, mantermos a paz em meio às necessidades materiais, cultivarmos a alegria quando estamos doentes ou desempregados, e tantas outras exigências da vida cristã requer exercício. Se não nos exercitarmos diariamente nas disciplinas espirituais, não teremos força suficiente para superarmos esses desafios do cotidiano.
É bom lembrarmos também que:
a) o judaísmo era marcado por disciplinas;
b) Jesus e os discípulos praticavam disciplinas espirituais;
c) em toda a História da Igreja, cristãos sinceros também cultivavam as disciplinas.

Por que temos aversão à disciplina?

Infelizmente os cristãos modernos sentem aversão até mesmo à palavra disciplina. Nos lembramos dos monges da Idade Média, enclausurados em celas, isolados do mundo; visualizamos os católicos se penitenciando por algum pecado e recitando suas rezas; assistimos aos muçulmanos que se auto-flagelam e chegam a cometer suicídio religioso; e pensamos em evangélicos fanáticos que praticam disciplinas espirituais (jejuns, orações, vigílias, etc.), buscando obter a salvação ou o perdão dos pecados, através delas.

Seis disciplinas espirituais

Cristãos do mundo todo já praticaram incontáveis disciplinas espirituais, que contribuíram muito para o seu enriquecimento espiritual e para o progresso do Reino de Deus. Atividades como: fazer vigílias, manter um diário espiritual, separar um dia da semana para estar a sós com Deus, fazer visitas a bairros pobres, hospitais ou asilos, ler bons livros cristãos, sacrificar algo, etc. Disciplinas como essas podem contribuir muito para o crescimento espiritual de quem as pratica regularmente. Vamos estudas as seis disciplinas espirituais que mais se destacaram ao longo dos séculos entre os cristãos:

1. Oração:
A oração é prática indispensável para aqueles que desejam viver em comunhão com Deus. É impossível ter comunhão com quem não nos relacionamos. Do mesmo modo, é impossível ter comunhão com Deus se não orarmos regularmente.

Leia os textos: Mt 6.6, 6.11, 14.23 e 26.36; Lc 18.1-8 e 22.40; At 1.14 e 2.42; 1Ts 5.17; Tg 5.17

2. Leitura Bíblica:

A Bíblia tem um papel vital na vida cristã. Ela é a revelação clara de Deus para os seus filhos. A Palavra de Deus contém orientações claras de como devemos viver, nos relacionar com Deus, reagirmos às tribulações da vida e resistirmos ao mal (o Salmo 119 exalta a relevância da Palavra de Deus).

Leia os textos: Jo 8.31,32 e 15.3; Rm 10.17; Ef 5.26; 1Tm 4.5; 1Pe 1.23.

3. Jejum:

Uma das práticas mais negligenciadas pelos cristãos modernos é a disciplina do jejum. Não conseguimos enxergar propósito em nos abster do alimento diário, para dedicarmos um tempo especial a Deus e à Sua Palavra. Mas a verdade é que a prática do jejum pode ser de importância fundamental para o nosso crescimento espiritual, pois através do jejum ordenamos nossas prioridades, considerando as necessidades espirituais acima das físicas.

Leia os textos: Mt 6.16,17 e 17.21; At 13.3.

4. Solidão:

Jesus era alguém que regularmente buscava a solidão. Inúmeras passagens dos Evangelhos demonstram Sua necessidade de separar um tempo especial para ficar a sós com o Pai. A solidão é de vital importância para aqueles que querem: considerar seriamente alguma questão fundamental da sua vida, avaliar seu próprio caráter e conduta, ouvir uma orientação específica de Deus, resolver um conflito interpessoal, ser curado emocionalmente, etc.

Leia os textos: Mt 14.23 e 26.36; Mc 6.46; Lc 6.12; 1Co 11.28.

5. Comunhão:

Não fomos salvos para vivermos em solidão. Os momentos de solidão devem ser a exceção, não a regra. Por isso Deus nos reuniu como igreja. Deus não nos salvou e nos mandou para nossas casas, mas inseriu-nos em um corpo – a igreja de Cristo. A comunhão com os outros membros do corpo é responsável pelo crescimento pessoal e edificação espiritual daqueles que foram salvos por Cristo. Os “mandamentos de mutualidade”, por exemplo, dão demonstrações da relevância e dos benefícios da comunhão.

Leia os textos: Rm 12.10 e 15.14; Cl 3.16; 1Ts 4.18 e 5.11; Hb 3.13 e 10.24,25; Tg 5.16.

6. Serviço cristão:

Fomos chamados para servir. E uma das ferramentas mais eficazes para a transformação do nosso caráter é o serviço cristão. Quando servimos é que somos mais parecidos com Jesus Cristo – aquele que veio para servir. Jesus disse que o serviço ao próximo é uma das marcas daqueles que são realmente seus discípulos.

Leia os textos: Mt 20.28 e 25.34-40; Jo 13.12-15; Gl 5.13.


Um forte abraço no Amor de Cristo,

Carlos Godinho de Abreu

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